A Nutrição surgiu como ciência, política nacional e profissão recentemente. É uma característica do inicio do século XX. Os estudos científicos da área começaram a partir da Revolução Industrial européia, e os primeiros estudos de pesquisas, cursos para formação de especialistas e as primeiras agências condutoras das atividades na Nutrição foram criados no período entre as duas Guerras Mundiais, na Europa e na América no Norte.
Na América Latina, a Nutrição teve forte influência do médico argentino Pedro Escudero, responsável pela criação do Instituto Nacional de Nutrição em 1926, da Escola de Dietistas em 1933, do curso de médicos dietólogos da Universidade de Buenos Aires, e das Leis da Alimentação em 1937*. No Brasil, o primeiro curso de nível universitário foi criado em 1939, na Universidade de São Paulo, no antigo Instituto de Higiene, que em 1945 passou a ser Faculdade de Higiene e Saúde Pública.
Até 1975 eram apenas 6 cursos de Nutrição no Brasil, mas com a Reforma Universitária de 1968, a criação do INAN (Instituto Nacional de Nutrição) em 1972, e o lançamento do PRONAN (Programa Nacional de Alimentação) em 1976, ocorreu um grande aumento na oferta deste curso. Em 1978 foi criado o curso de Nutrição do Centro Universitário Metodista IPA.
Por ter surgido em uma época em que a evolução é acelerada, a Nutrição vem evoluindo de forma rápida e consistente. E o Nutricionista está conquistando seu espaço como agente promotor da saúde e sua atuação é requerida em áreas cada vez mais diversificadas.
Atualmente o Conselho Federal de Nutricionistas segmenta as áreas de atuação em sete áreas: Alimentação Coletiva, Nutrição Clínica, Saúde Coletiva, Docência, Indústria de Alimentos, Nutrição em Esportes e Marketing na Área de Alimentação e Nutrição. Estas sete áreas se subdividem em outras como: Alimentação Escolar; Educação Infantil; Ensino, Pesquisa e Extensão; Empreendedorismo; Spa; Clínicas; Nutrição Hospitalar; Banco de Aleitamento; Restaurantes; Academias; Clínica e Pesonal Diet.
O Nutricionista tem ampla condição, através de sua formação, de apoiar, planejar e executar projetos de promoção de saúde através de hábitos de vida saudável.
* Leis da Alimentação: Os seus enunciados simples se ajustam tanto para a alimentação de um indivíduo saudável quanto para a dieta de indivíduos enfermos:
1ª - Lei da Qualidade: Nutrientes necessários ao organismo.2ª - Lei da Quantidade: Total calórico e de nutrientes.
3ª - Lei da Adequação: Peso, altura, clima, sexo, estado fisiológico, coletividade, etc.
4ª - Lei da Harmonia: Distribuição de macro e micronutrientes.
Portanto a alimentação deve ser quantitativamente suficiente, qualitativamente completa, além de harmoniosa em seus componentes e adequada à sua finalidade e a quem se destina.
Para saber mais:
ASBRAN. Histórico do Nutricionista no Brasil: 1939 a 1989. Atheneu, São Paulo, 1991. 443p.
VASCONCELOS, Francisco de Assis Guedes. O nutricionista no Brasil: uma análise histórica. Rev. Nutr. Vo, 15, no2 Campinas mai/ago, 2002.
Site do Centro Universitário Metodista IPA: http://www.metodistadosul.ed.br/cursos/capa/apresentacao.php?curcodigo=2